segunda-feira, 11 de abril de 2016

OS JOGOS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

O lúdico é uma forma de desenvolver a criatividade, o conhecimento, raciocínio, habilidades motoras e sensoriais de uma criança, é uma forma prazerosa de aprendizagem, brincando que a criança constrói e reconstrói seus conhecimentos.
O jogo e as brincadeiras, possibilita à criança com necessidade especial, a aprender de acordo com o seu ritmo e suas capacidades, assimilam no concreto e vivenciam a aprendizagem ludicamente. Nas brincadeiras há um aprendizado significativo para essas crianças, são associados à satisfação e ao êxito do brincar, elevando a autoestima, diminuindo a ansiedade e permitindo a participação em tarefas de aprendizagem com maior motivação.
As sugestões de atividades lúdicas, para atingir os objetivos propostos com as crianças com necessidade especiais, devem ser planejados, executados e observados o progresso da criança.
Os jogos, brincadeiras e materiais devem ser adaptados de acordo com as necessidades individuais de cada um.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE SE ADAPTAR

  Adaptação é importante para ampliar as potencialidades cognitivas do aluno com necessidades educacionais especiais (NEEs) é um dos grandes desafios do trabalho de inclusão na sala de aula. Mas, mesmo com poucos recursos, é possível oferecer boas alternativas para atender às individualidades dos educandos adaptando materiais pedagógicos. O uso deles permite que os alunos sejam capazes de se expressar, elaborar perguntas, resolver problemas e se tornar mais participativos, permitindo assim uma maior interação social com os colegas de classe.

JOGOS E BRINCADEIRAS ADAPTADAS


Confeccionado com caixa de sorvete e bolinhas de plástico. Trabalha a coordenação motora fina e grossa para pessoas que apresentam algum tipo de paralisia .





Boliche Adaptado

Confeccionado com garrafas plásticas e bolinha . Ótimo jogo para cadeirantes , como o material é leve facilita a dosagem da força utilizada para derrubar as garrafas.
 


 

Tiro ao alvo

Confeccionado com velcrp e tinta. Pode ser posicionado de duas maneiras , ou pendurado em um parede, ou no chão, dependendo da mobilidade de quem irá jogar.

 


Batata Quente

Poderá  ser utilizado uma batata ou uma bola . Todos sentados e vão passando a “batata” enquanto a música toca, quando a música parar,  quele que estiver com a batata na mão sairá da brincadeira.



Jogo da velha

Confeccionado com material EVA, muito indicado para pessoas com mobilidade reduzida nos membros superiores.
 






Até os animais brincam!


          No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura.
          Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas. 
          Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras. 
          As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.

domingo, 10 de abril de 2016

Tia, eu cresci!

A adolescência é a fase das transformações.  O corpo sofre muitas mudanças e os sentimentos se tornam intensos.

Nem crianças, nem adultos...  Pré-adolescentes e adolescentes se tornam espectadores de sua própria vida, que vai desabrochando diante dos seus olhos,  E quanta angústia, esta etapa da vida proporciona! O adolescente se prepara, então, para atravessar um período de conflitos, de afirmação do seu lugar no mundo, um indivíduo que precisa encontrar uma voz para se expressar.

Percebemos uma adolescência cada vez mais isolada pela oferta de equipamentos eletrônicos, acarretando o sedentarismo e propiciando a obesidade.  Estes e outros problemas, como o Bullying por exemplo, devem ser analisados e tratados de forma positiva pelo educador visando o desenvolvimento saudável destes adolescentes.

Nesta fase, jogos e brincadeiras são importantes para o amadurecimento cognitivo, físico, afetivo, psíquico, social e cultural.  O lúdico associado ao ensino é um recurso facilitador da aprendizagem. Jogos e brincadeiras, quando planejados e executados com cuidado, alcançam resultados eficazes por serem dinãmicos, criativos, e proporcionarem um ambiente agradável de bem estar geral.

O Educador deve propor atividades em que seus alunos se movimentem, se socializem e se desenvolvam globalmente.  Os jogos fazem com que estes adolescentes estabeleçam vínculos afetivos, obedeçam à regras e tenham noção de moral e ética.

O lúdico é um complexo sistema de representações. A interação entre os participantes nos jogos, traduz  os símbolos e seus significados, em sua estrutura e conteúdo, o que contribui para a construção social do conhecimento.




quarta-feira, 6 de abril de 2016





  O ócio na      infância

      Meus oito anos

(...)Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !


Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Casimiro de Abreu

Neste poema de Casimiro de Abreu, podemos perceber como a infância se torna um tempo nostálgico na vida dos adultos. Muitas são as pessoas que lembram deste período cheio momentos livres e espontâneos, e falam inclusive que quando crianças,  não sabiam como eram felizes. Vida despreocupada, sorriso no rosto, brincadeiras inventadas, fruta do pé, soltar pipa na rua, brincar com vizinhos da mesma idade.
Apesar dessas experiências, as crianças, também passam por situações e momentos difíceis na vida, isso não é exclusivo do adulto, mas mesmo vivenciando todos e quaisquer problemas, a criança encontra refúgio em seus momentos de brincadeira.
Será que até hoje preservamos a liberdade de brincar das crianças?Basta observarmos as famílias ao nosso redor para vermos a quantidade de atividades que uma criança faz/participa. Preencheram todos os horários livres com escola, cursos de línguas, diferentes modalidades esportivas. A criança que no passado estava correndo pelas árvores atrás de borboletas, hoje se encontra no trânsito correndo para chegar a tempo de mais uma aula que será importante para sua vida.
Para que a brincadeira aconteça, é preciso tempo para construí-la, tempo para permitir que a criatividade possa fluir e a criança reinventar histórias. Se a criança está cansada e sobrecarregada, não tem estímulo e vontade de brincar. É claro que estudo e esporte tem muita importância para criança, mas questiono se é preciso colocar tantas atividades na vida delas. Será que os futuros adultos vão carregar essas boas lembranças que nossos pais, avós e até nós mesmos carregamos conosco? A criança tem direito de brincar, de ser livre, direito a preguiça, ao lazer, direito de dormir a tarde após a aula, de tomar banho de mangueira no dia de calor, sem ter que esperar o dia certo do final de semana. 
É claro que a criança precisa ter suas responsabilidades, mas é preciso ter sua dose de tempo livre antes de estar exausta. A infância passa tão rápido para que deixemos de olhar para esse período da maneira poética que o autor nos traz nessa bela escrita. 





terça-feira, 29 de março de 2016




É preciso ter brinquedo pra brincar?

“É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.” D.W. Winnicott

As brincadeiras não se justificam apenas em função da existência dos brinquedos. O brinquedo pode ser parte ou não da brincadeira, mas não tem força por si só para submeter a brincadeira como atividade essencialmente lúdica. Na brincadeira, a criança é sempre um sujeito ativo numa situação sem consequências imediatas, sem percursos ou desfechos previsíveis e pré-determinados, é por tanto incerta quanto ao resultado.

A criança confere significado ao brinquedo durante a brincadeira, e não necessita tê-lo para que consiga brincar. Através da imaginação e criatividade, a criança se torna capaz de se projetar do jeito que quiser, na história que cria. Na brincadeira, um simples cabo de vassoura "vira" cavalinho, uma espada, uma arma de fogo, um taco de baisebol ou até um parceiro de dança.


É comum lembrarmos de brincadeiras antigas quando sentimos saudade de nossa infância: pique pega, pega ladrão, batatinha frita 123, pique esconde, pular corda, elástico, amarelinha, estátua, coelhinho sai da toca. Antes de darmos tanta importância a brinquedos caros, não podemos esquecer que só o brinquedo não constrói a brincadeira e que essas brincadeiras simples acima citadas, apesar de serem conhecidas pela maioria dos adultos, nem sempre são passadas para a criança.


É através da brincadeira que a criança vai internalizando o mundo, fazendo uma troca de experiências e permitindo o sujeito de re-elaborar a sua realidade, brincar é uma experiência de cultura, por isso é importante o relacionamento com o outro. Valorizar a brincadeira é fundamental para o desenvolvimento da criança. Diminuir o uso de tantos eletrônicos, que apesar de serem divertidos,  que nos fazem ser sozinhos na multidão, e interagir com quem está ao lado.



É preciso que pais e professores valorizem os espaços e tempo para brincadeiras livres, e não esqueçam que a criança precisa, não apenas na educação infantil, mas durante toda a infância, momentos de ócio, descanso, contemplação e diversão.

terça-feira, 22 de março de 2016

Grupo Brincando na Rocinha


Este blog foi criado atendendo às necessidades de cumprimento das tarefas da disciplina Seminário 4, do Curso de Pedagogia, do Consórcio Cederj/Uerj - Polo Rocinha, em 2016.1. Nesta disciplina aprenderemos como trabalhar, desenvolvendo projetos relativos à área da Educação. O blog será uma construção coletiva, feito por um grupo de alunos curiosos por aquirir e trocar experiências e conhecimentos sobre determinado assunto vital na formação e consolidação de suas futuras carreiras como professores. Esperamos ter êxito em tal empreitada!

Resumo do que pretendemos pesquisar:

A BRINCADEIRA NA FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO
1.  O que queremos saber?
Como a brincadeira pode ser um instrumento no desenvolvimento do indivìduo?  Como aprender brincando? Podemos usar as brincadeiras para tratar de todos os assuntos?  Brincadeira é coisa séria?
2.  O que já sabemos sobre o assunto? (Listar algumas informações que o grupo já sabe sobre o assunto)
Na Educação Infantil, o brincar e o educar são assuntos indissociáveis;
É pela brincadeira que se internaliza novas experiências na vida escolar do educando (crianças e jovens);
Os jogos estimulam a participação coletiva e o respeito às regras;
Através do lúdico é possível falar de assuntos complexos (diversidade e inclusão).
3.  Qual o contexto? (O que motiva a curiosidade do assunto que queremos saber?)
A relevância do assunto para a formação dos professores.
4.  O que precisamos fazer para investigar o que queremos saber?  (Definir estratégias, pesquisa bibliográfica, entrevistas, sugestões de vídeos, imagens,... para coletar informações).
Pesquisar textos,imagens, vídeos, entrevistas com profissionais da área etc.
5.  Que áreas de conhecimento (Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, História, Geografia, Química, Física...) nos ajudam a saber mais sobre o que queremos saber?
Todas. Pois o tema é interdisciplinar.





Vamos lá, pessoal!! Mãos à obra!! Que se iniciem os trabalhos!!
Convidamos todas as pessoas que se interessam por esse assunto a se juntarem a nós!!
Sejam bem-vindos!!